quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Deputado Toinho do Sopão ameaça jornalista Tião Lucena de agressão e chama de "cabra safado"


Leia artigo escrito pelo jornalista em seu blog na grande rede:
Por causa da "dita cuja"

Segundo o Dicionário da Língua Portuguesa escrito pelo inimitável Aurélio Buarque de Holanda, a expressão “dita cuja” significa “Pessoa conhecida de quem se está falando mas não se quer nomear”. Pois bem, o deputado Toinho do Sopão foi à tribuna da Assembléia desancar o Tião Bonitão que vos fala, por se sentir ofendido na sua honra de macho com o tratamento de “dita cuja” empregado por este escriba ao se referir à mulher dele.

O deputado ofendeu-se até demais, ameaçou agredir-me no próximo encontro, chamou-me de jornalista safado, até insinuou que eu queria dinheiro dele e, por não ter recebido, chamei a sua mulher de “dita cuja”.

Não o culpo. Toinho é analfabeto e desconhece palavras da língua pátria que não se refiram a camelô, a sopa, a kibe e a chapéu de couro. Por isso se ofendeu e me ofendeu, mais ele a mim do que eu a ele, porque, como já dito lá em cima, “dita cuja” não é aquela palavra feia que Toinho pensou que fosse.

É bom recordar que quem levou a mulher de Toinho do Sopão ao noticiário da imprensa foi o próprio Toinho do Sopão, quando, falando pelos cotovelos, denunciou o emprego de 3 mil reais que ela tinha no Estado e que estaria devolvendo, por considerar 3 mil reais uma esmola.

Até então, ninguém conhecia a respeitável Senhora Sopão, ou melhor, quase ninguém, porque Toinho conhece, com certeza ama e por amar preserva.

Essa reação de Toinho me faz lembrar um acontecido lá nas Princesas dos meus antanhos. Um rico proprietário de terras,desletrado igual a Toinho, encontrou-se com um grupo de estudantes depois da missa, e os estudantes, querendo gozar com o fazendeiro, danaram-se a elogia-lo:

-Fique sabendo que o senhor é um verdadeiro homossexual, um hermafrodita na exata expressão da palavra, e olhe lá se o senhor não for, também, um grande estelionatário”.

Emocionado e vaidoso, não contendo no peito a emoção, o fazendeiro respondeu:

-Isso tudo é bondade de vocês. Quem sou eu pra ser tudo isso! Essas qualidades quem tem são vocês, que sabem ler e vão ser doutores”.

Pois foi exatamente o que sucedeu com Toinho do Sopão. Deu a mulesta porque eu falei “dita cuja”. Né nada disso que o senhor pensou não, Seu Toinho. O nome daquelas coisas é outro.

Quanto ao petelecos prometidos, fico no aguardo. Mas aviso, para o senhor não me acusar de pega-lo desprevenido, que quem dá também está apto a receber. E ao que me consta, mandato de deputado não deixa o couro do “dito cujo” mais grosso do que o couro do jornalista.

Tião Lucena

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